O simples banho de todos os dias pode redirecionar nossas vidas, ao nos fazer refletir – em um momento só nosso, sobre as melhores coisas da vida: aquelas que nos tocam e nos envolvem como uma nuvem de vapor.

O que são as lembranças do que passou e o que estamos fazemos agora, senão momentos dissolvidos em incontáveis partículas? Reflita sobre isso entrando no banho diário e deixe que a vida possa fluir livremente.
Procure trazer sua alma à frente de sua mente, pensando em tudo que deu certo hoje e nas coisas boas que deseja para amanhã. Permita, então, que a ordem do universo realinhe seu corpo e permita-se sentir um toque de expansão pessoal. Simples, não é?

Em um banho assim fazemos contato com a mágica da construção, para atingirmos outro estágio. Prontos até para um novo ciclo, uma vez feito o inventário de tudo de que existe à nossa volta, valorizando o que somos e contabilizando o essencial.
Podemos praticar isso, diáriamente: lembre-se, por exemplo, da noite passada e de como se preparou para dormir. Você pode ter feito uma boa leitura, quem sabe aquela que fez você exteriorizar sentimentos e não interiorizar informações, ou terminado de assistir a um bom filme, no qual o tema fluiu, as imagens eram belas e trilha sonora, deliciosa. Algo que foi tratado ali, esvaziando a mente para descansar.
Além disso, talvez você tenha tomado um bom banho. Uma rápida ducha, que o tenha revigorado, ou mesmo de imersão, que o tenha relaxado. Seja lá como tenham sido, aqueles momentos foram só seus. Excelentes oportunidades de auto-conhecimento. Simples também.

A palavra inipi - em oglala sioux (língua da nação indígena norte americana Lakota, significa: “útero da Terra”. Na verdade referia-se a um ritual sagrado, uma sauna, onde os guerreiros da tribo se preparavam para a vida, procurando refletir sobre si mesmos, diáriamente.
Pelo simples contato com o vapor, síntese de todos os elementos e despindo-se completamente, inclusive de seus egos, procuravam sentir-se como ursos, extraordinários animais que depois de hibernar despertam renovados para um nova Estação. Ouviam bambús batendo uns contra os outros – em som parecido ao de água corrente e símbolo da flexibilidade. E imaginavam a direção Oeste, onde o sol se põe, para adquirir - pela instrospecção: confiança e responsabilidade.
O que não é simples em tudo isso, pelo menos para nós – atarefados do mundo moderno, é a extraordinária determinação que tinham os índios de querer se renovar a cada dia, seguindo o exemplo da Natureza. Mas, dá para aprender, se quisermos isso.
Caio Eduardo Ferreira do Amaral
Suzana Pimenta disse,
Novembro 24, 2007 às 2:07 pm
Olá Caio,
adorei seu Blog. Orientações precisas de como se “viver bem”…
ou pelo menos “tentar”. Sobretudo muito necessárias para a vida estressante que involuntariàmente nós todos levamos.
Caio Eduardo Amaral disse,
Novembro 24, 2007 às 4:40 pm
Seja bem-vinda Suzana!
Mas, não diga apenas “tentar”.
Sinta: ‘eu posso fazer isso’. E, faço!
Muito agradecido por sua adorável presença aqui.
Abraço
Caio Eduardo
Priscila Lima disse,
Dezembro 10, 2007 às 9:20 pm
Olá Caio,
Adorei seu blog!
Pretendo voltar mais vezes, seguir os caminhos da renovação…
Abraço,
Priscila Lima
Caio Eduardo Ferreira do Amaral disse,
Dezembro 11, 2007 às 10:05 am
Muito obrigado Priscila…
Este espaço é seu também, quando quiser.
Escreva aqui e para mim:
cefamaral@terra.com.br
Abraço
Caio Eduardo